Todas as Cidades
Histórico
Chuvas

Cotrijal alinhada com os novos passos da CCGL

Cotrijal alinhada com os novos passos da CCGL
Cooperativas associadas visitaram Colun, no Chile
Representantes de cooperativas associadas, que fazem parte do Conselho de Administração da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), estiveram no Chile, de 3 a 10 de setembro, para planejar ações e discutir oportunidades no mercado do leite e na área de logística. O grupo também visitou cooperativa chilena e propriedades que se destacam na atividade.

No Chile, os integrantes do Conselho participaram de reunião de alinhamento estratégico onde foram tratados, entre outros assuntos, a forma como as cooperativas irão atuar na duplicação da atual planta industrial da CCGL, em Cruz Alta, da qual a Cotrijal faz parte. Hoje a CCGL recebe 1 milhão de litros de leite por dia. Com a duplicação, a capacidade diária de recebimento passará para 2,2 milhões de litros.

"Uma viagem extremamente importante. Isso faz com que a Cotrijal fique alinhada com os próximos passos da CCGL e possa potencializar ações dentro da cooperativa. Ou seja, ampliar a captação do leite na região para ajudar a abastecer a indústria", afirmou o superintendente Administrativo-Financeiro, Marcelo Ivan Schwalbert, que representou a Cotrijal na viagem.

Schwalbert reconheceu que empresas mais sólidas e com planejamento de longo prazo têm dado maior segurança e sido a melhor opção para o produtor. "A CCGL, além de pagar em dia, devolve sobra de balanço para o produtor", ressaltou. No Estado, o setor tenta recuperar a credibilidade em meio à crise causada pelo chamado leite compensado por empresas fraudulentas.

O grupo rumou ainda para a cidade de Puerto Montt, situada na região sul chilena, onde fez visita a propriedades de produtores de leite e conheceu a Cooperativa Agrícola e Leiteira da União (Colun), focada na qualidade do produto, desde a sua origem até a mesa do consumidor. "O Chile tem poucas cooperativas agropecuárias e a Colun é a maior. Trabalha com uma gama muito grande de produtos e fatura R$ 1,7 bi por ano", informou.

O superintendente da Cotrijal também se disse impressionado com a forma simples, mas eficiente como os produtores chilenos trabalham com o leite. Segundo Schwalbert, Puerto Montt é uma região voltada 100% para a atividade, com propriedades que vão de 20 a 800 hectares. A alta incidência de chuvas, em média 3 mil mm por ano, também favorece o cultivo de pastagens, com predominância do azevém perene, que chega a durar de cinco a seis anos. Lá a produção de leite também é medida por hectare e não por vaca como no Brasil. "Pelo fato de ser uma região privilegiada em clima e solo, a atividade não requer grandes investimentos. Isso facilita bastante", disse.