Citando, um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que indica que apenas 30% do território nacional ficariam disponíveis para todas as atividades econômicas se a legislação fosse integralmente cumprida, a senadora defendeu discussões sobre a reforma do Código Florestal Brasileiro, que é de 1965, com base em argumentos científicos e com a participação de especialistas nos debates.
"Hoje, tudo é feito na base do achismo e de paixão pela ideologia, mas de paixão em paixão não resolveremos nada", disse. Kátia Abreu afirmou que os produtores são os principais defensores da preservação do meio ambiente e destacou que o uso de tecnologias tem feito com a prática da agropecuária não leve a novos desmatamentos. Se não fosse a tecnologia usada hoje, precisaríamos de 60 milhões de hectares a mais para produzir, disse.
Ela informou ao promotor que um grupo de trabalho está discutindo proposta de alteração no código, a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá ficar pronta em dois meses. Entre as propostas, defendidas pela senadora para mudar a lei, está o cômputo de Áreas de Preservação Permanente (APP) em áreas de Reserva Legal.
Ela disse ainda ao representante do Ministério Público que o Congresso Nacional também tem defendido o tema. Fábio Guedes concordou com as observações feitas pela senadora. As discussões sobre o tema devem ter base científica, afirmou. O promotor criticou também a falta de apoio ao setor, com políticas de financiamento da atividade e a falta de infra-estrutura.
Participaram do encontro o vice-presidente executivo da CNA, Fábio Salles de Meirelles Filho, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas, Roberto Simões, o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Paulo Ferolla e o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, José Olavo. As informações são da CNA.
*CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Fonte: www.bradescorural.com.br