A destinação final de embalagens vazia de agrotóxico, é um procedimento complexo que requer a participação efetiva de todos os agentes envolvidos desde sua fabricação e comercialização até sua utilização na lavoura ou afins. Somente com a colaboração efetiva de todos é que o setor agrícola estará estruturado apropriadamente para realizar a destinação final de embalagens de agrotóxico e afins dentro das exigências legais estabelecidas.
A unidade de recebimento de embalagens vazias é o local adequado e específico para receber as embalagens destes produtos. Projetada para atender as exigências da lei, estas unidades tem por finalidade submeter as embalagens a um processo que facilita seu transporte para a destinação adequada. O entendimento da legislação é fundamental para implantação destas unidades, bem como o licenciamento ambiental conferido pelo órgão ambiental do estado.
Atuando no ramo de comercialização de corretivos, fertilizantes e agroquímicos através de suas Lojas de Insumos Agrícolas e Pecuários distribuídas na área de abrangência, a Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial enquadra-se na categoria de revendedores. Das 13 Lojas de Insumos, 12 comercializam agrotóxicos. Para atender as necessidades dos associados a Cotrijal optou pela realização de um projeto único no Brasil, sem parceiros ou associado e realizou a construção e licenciamento ambiental, junto ao órgão competente de 13 unidades para recebimento de embalagens vazias de agrotóxico, sendo 14 estruturas pequenas para armazenamento temporário, e 1 central com localização estratégica para favorecer a retirada das mesmas. Desde 2002 mantém estas estruturas em pleno funcionamento, com uma dinâmica mensal de recebimento e destinação ambientalmente correta das embalagens vazias de agrotóxicos.
Em parceria com a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, em setembro de 2004 iniciou a implantação do projeto Bosques Gaúchos, o qual prevê a criação das sete regiões fitogeográficas do Estado do Rio Grande do Sul seguindo a classificação de Radambrasil. Levando em conta que o estado possui dois tipos extremos de vegetação, campos e florestas, organizou-se dentro de 11ha, no Espaço da Natureza Cotrijal do Parque da Expodireto, pequenos bosques para representar estas regiões. Os tipos de florestas implantadas foram a Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Mista. Já representando os tipos de campo implantou-se a Savana, Savana-estépica e Estepe.
Cada árvore plantada está devidamente identificada com uma placa contendo nome comum, nome científico e família. Assim como cada tipo de região fitogeográfica também possui uma placa que contém o nome da mesma, um mapa com sua localização no estado e o animal mais característico da área, bem como uma foto da vegetação adulta.
O desenvolvimento da vegetação favorece a conservação ex situ de diversas espécies nativas do Rio Grande do Sul. Bem como serve de modelo para a execução de diversos projetos ambientais, sem contar que funcionará como uma área de lazer para a população em geral. Além disso, os bosques gaúchos poderão ser utilizados por diversas instituições de ensino e pesquisa na divulgação do conhecimento ambiental e biológico. A idéia é transformar o local em Jardim Botânico, visto que o projeto possui exemplares que contemplam todas as regiões fitogeográficas do nosso estado.